A Disney está prestes a mexer de novo no mapa do turismo mundial com um plano ambicioso: investir cerca de 60 bilhões de dólares na sua área de parques, resorts e cruzeiros ao longo dos próximos anos, e tudo indica que uma das grandes estrelas desse pacote será um novo parque Disney em Xangai, na China. Não é apenas mais uma obra. É um movimento que pode transformar Xangai no principal destino Disney da Ásia, em nível de complexidade comparável a Orlando.
Hoje, o Shanghai Disney Resort já é considerado por muitos fãs como um dos parques mais impressionantes da marca. A atração de Piratas do Caribe, por exemplo, é quase uma lenda entre quem ama parques temáticos: projeções gigantes e nítidas, cenário físico avançado, barcos que se movem de maneira diferente do tradicional e uma sensação de imersão que redefine o que se espera de um passeio aquático. Muita gente que conhece os parques dos Estados Unidos destaca Xangai como “muito à frente em tecnologia” e fala que a experiência por lá faz alguns clássicos americanos parecerem ultrapassados.
É nesse contexto que entra o plano de expansão bilionário. A Disney já comunicou ao mercado que pretende investir 60 bilhões de dólares em sua divisão de experiências, a área que cuida de parques temáticos, resorts, cruzeiros e experiências imersivas, que hoje é responsável por grande parte do lucro da empresa. Dentro desse pacote, ganha força a expectativa de um segundo parque Disney em Xangai, ao lado do complexo atual, o que colocaria a cidade no mesmo patamar de destinos como Tóquio e Orlando, que contam com múltiplos parques interligados.

A escolha da China não é aleatória. O país concentra uma das populações mais numerosas e consumidoras do mundo, com uma classe média crescente e grande apetite por entretenimento de alto padrão. Ao expandir justamente em Xangai, a Disney se aproxima ainda mais de um público gigantesco, reduzindo a necessidade de essas pessoas viajarem até os Estados Unidos ou Europa para ter uma experiência Disney completa. Do ponto de vista de negócio, é um movimento lógico. Do ponto de vista do turismo global, é uma reconfiguração de rota: mais gente deve começar a planejar viagem para a China pensando, também, no complexo Disney.
Um ponto que intriga e empolga fãs de parques é o que exatamente esse novo investimento vai criar em termos de atrações. A Disney vem investindo pesado em áreas temáticas baseadas em grandes franquias, tecnologia de imersão, filas mais inteligentes e experiências que misturam parque físico com elementos digitais. Como Xangai já é vista como “vitrine tecnológica” da marca, a expectativa é que o provável novo parque receba algumas das ideias mais ousadas, com atrações que podem estrear primeiro na China para depois, quem sabe, serem adaptadas a outros destinos.

Enquanto isso, surgem comparações e comentários bem sinceros entre fãs brasileiros e internacionais. Muita gente brinca que gostaria de ver um investimento desse tamanho na América Latina, ao mesmo tempo em que reconhece que grandes corporações seguem o caminho de maior retorno financeiro possível. Também há quem diga que Xangai, em termos de modernidade urbana, transporte e escala, já supera muitas cidades americanas, o que torna a ideia de um mega complexo Disney ali totalmente coerente com o cenário urbano da região.
Mesmo sem anúncio oficial completo de todos os detalhes, o recado já está claro: a Disney não pretende diminuir sua presença no turismo presencial, mesmo num mundo dominado por streaming e conteúdo digital. Ao contrário, está dobrando a aposta em parques temáticos gigantes, resorts integrados e destinos onde o visitante passa vários dias vivendo experiências imersivas.
Se a confirmação do novo parque em Xangai vier nos próximos meses, o mapa dos sonhos de quem ama parques ganha um novo ponto em destaque. Para muita gente, vai chegar a hora de olhar a passagem para a China com outros olhos: não só pelos templos, arranha-céus e cultura, mas também porque ali pode estar nascendo o complexo Disney mais tecnológico e surpreendente do planeta.





